Nos anos 90, começaram os contatos com a internet
Por Amanda Silva
Caminhando para quinze anos de existência, o curso de Comunicação Social chegou aos anos de 1990 ainda enfrentando dificuldades técnicas e estruturais. E, como não poderia deixar de ser, foi uma década marcada pela luta dos estudantes por melhorias de condições e aquisição de equipamentos que os permitissem acompanhar o mercado de trabalho, onde a internet já começava a dar as caras.
As aulas de Laboratório sofriam, durante este período, dificuldades técnicas, pois os equipamentos necessários para a aprendizagem prática dos alunos não existiam, especialmente para os materiais impressos e as experiências com televisão. Nas aulas de fotografia, por exemplo, não havia máquinas fotográficas disponíveis. O professor, então, se via na situação de explicar, através do desenho da câmera no quadro, as suas funções. Ou seja, a aula na prática, era teórica. O mesmo acontecia nas aulas de planejamento gráfico, onde a falta de computadores obrigava os alunos a desenharem à mão o projeto gráfico de seus jornais.
Os equipamentos, na época, eram caros, e a Faculdade não conseguia acompanhar o desenvolvimento do mercado. Por esse motivo, os alunos não conseguiam usá-los da maneira que gostariam. Então, criaram a Política de Órgãos Laboratoriais (POL) – mecanismo que normatizava a utilização dos laboratórios, cujo objetivo era decidir, de maneira justa, a participação dos estudantes no uso desses equipamentos. Usando-os não somente nas salas de aula, mas, também, para produção externa, como na fabricação dos fanzines que eram distribuídos na Praça da República.
O primeiro contato da maioria dos estudantes com o computador ocorreu no estágio. A internet, o serviço de e-mail, sites de buscas, tudo isso facilitava o trabalho na hora de fazer pesquisas para as pautas e a manter contato com outras pessoas. É claro que nem todos tinham acesso a esses serviços, visto que somente aqueles que estagiavam em locais com equipamentos modernos aprendiam o que não era oferecido pela faculdade. “Por essa dificuldade de recursos aqui na universidade, pra gente aprender na prática era obrigado procurar o mercado, porque não tinha computador, não tinha estrutura”, revela Jumara Cardoso, que entrou no curso em 1993.
Mas, o final da década de 90 iniciou um novo marco para o curso de Comunicação Social. Os equipamentos estavam chegando, e os alunos começavam a ter mais proximidade com a realidade que o mercado de trabalho exigia.
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