Ao chegar ao salão de recreação do colégio, havia uma concentração de alunos em frente ao mural de avisos perto da janela. Alguns se esticavam nas pontas dos pés, outros em cima da cadeira, e até mesmo a mesa servia de apoio para a leitura do cartaz que informava o grande show da banda de rock de maior fama do momento. Eram muitos os que liam ao mesmo tempo e outros até cantavam uma canção. O professor pedia silêncio, mas não adiantava.
Tentando me aproximar do mural, ouvi alguém me chamando.
“Aline”, gritou o menino. Reconheci a voz de meu amigo João, que andou em minha direção e confirmou a notícia com uma euforia que raramente se via. João era apaixonado por aquela banda, ele mantinha um amor platônico pela vocalista do grupo. Eu também gostava da banda, logo fiquei muito animada.
Passada a euforia do momento começamos, então, a fazer planos para a ida ao show. E, de repente, uma dúvida pairou no ar: como iríamos ao show? Ambos, João e eu, éramos menores de idade e não poderíamos viajar sozinhos.
“Beleza... E agora, o que vamos fazer?” eu disse.
“Égua, eu não acredito! O show da minha vida e eu não vou poder ir” falou João.
“Nossos pais não vão se deixar seduzir por nossa esperteza. Meu pai, então, não é nem um pouco liberal em relação a essas coisas” falei.
“Quem sabe se eu interagir de forma correta com a minha mãe ela deixe. Mas acho muito difícil...” respondeu João.
O sofrimento nos envolveu por um momento. Resolvemos, então, sair para comer e tomar aquele guaraná de açaí para esvair os problemas das nossas cabeças para pensar em como resolvê-los.
Começamos a nos reunir diariamente para decidirmos o que iríamos fazer. Primeiro, encomendamos uma identidade falsa para cada um. Depois, requeremos mesadas adiantadas de nossos pais dizendo que o dinheiro seria usado para suprir nossas necessidades de materiais para o colégio. João conseguiu uma carona com uns meninos do grupo de teatro que iriam fazer uma apresentação perto do local do show. João e eu diríamos aos nossos pais que iríamos a uma festa de aniversário de uma amiga nossa. Estava tudo perfeitamente planejado.
No domingo, dia do show, papai disse que queria ter uma ‘palavra’ comigo.
“Aline, nós vamos sair hoje. Vista sua melhor roupa, nada daquele seu jeans feio de sempre” ele avisou.
Fiquei intensamente nervosa.
“Pra onde?”, perguntei.
“Uma festa lá no Clube Mosqueiro. Um amigo está fazendo aniversário e comemorará lá.”
“Por que eu tenho que ir? Já tinha um compromisso, eu lhe avisei do aniversário da minha amiga...”
“Eu me esqueci de lhe avisar, filha. Ele me pediu pra levar toda a família, você tem que ir!” ele terminou a conversa.
Foi como um veneno correndo por minhas veias, tudo iria dar errado. Mandei uma mensagem de celular para João avisando que eu não iria mais com ele e explicando a situação.
Já tinha tacado todas as minhas coisas na bolsa que levaria para o “aniversário”. Desarrumei a bolsa com truculência e peguei o vestido azul que usaria no show. Arrumei-me a passos de tartaruga, preocupada com João que iria sozinho ao show, e triste por não poder ir também.
Entre tantos devaneios, esqueci de passar perfume, não estava nem um pouco animada para sair. Olhei-me no espelho e reparei que aparentava um comportamento bisonho.
Quando estava no carro, percebi que estávamos indo por outro caminho. De repente, me deparei com o local do show, e papai e mamãe gritando: “surpresa!”. Um momento que guardarei eternamente e que nunca vou esquecer!
“É, parece que o destino me pregou uma peça” concluí.
domingo, dezembro 05, 2010
Mídia e Verdade
Muitos veículos midiáticos, hoje, têm tomado posições que tendem a favorecer determinados ambientes e pessoas – políticos, melhor dizendo. Situação essa que, infelizmente, podemos acompanhar diariamente lendo jornais e revistas e assistindo a determinados canais de televisão. Isso nos remete a um dos maiores desafios do jornalismo de hoje: informar com responsabilidade e ética em meio a um crescente conglomerado de informações.
Os jornalistas exercem, também, a função de educadores e formadores de opinião. Portanto, eles devem, com honestidade, apresentar os fatos como eles realmente são. Não é só bombardear o leitor com informações, é necessário apurá-las e colocá-las sobre vários ângulos para que o público possa conhecer e opinar sobre a questão abordada. Coisa muito complicada de se fazer, pois qualquer pequeno erro pode fazer com que a matéria “ganhe um ar” sensacionalista ou algo do gênero.
Os jornalistas exercem, também, a função de educadores e formadores de opinião. Portanto, eles devem, com honestidade, apresentar os fatos como eles realmente são. Não é só bombardear o leitor com informações, é necessário apurá-las e colocá-las sobre vários ângulos para que o público possa conhecer e opinar sobre a questão abordada. Coisa muito complicada de se fazer, pois qualquer pequeno erro pode fazer com que a matéria “ganhe um ar” sensacionalista ou algo do gênero.
O Menino do Pijama Listrado - Resumo
O Menino do Pijama Listrado mostra como, em tempos de guerra, a amizade de duas crianças, de realidades completamente diferentes, pôde ultrapassar todas as barreiras impostas pela realidade da Segunda Guerra Mundial e do Nazismo na Alemanha. Com uma nova abordagem sobre um tema já muito debatido, o autor apresenta a visão de uma criança sobre umas das mais terríveis tragédias do Século XX.
Bruno, um garoto de nove anos, é obrigado a deixar Berlim, junto com sua família, por conta do trabalho do pai, que era oficial do exército de Hitler, chamado “Fúria” no livro. Muda-se para um lugar isolado, exceto pelos companheiros de trabalho do pai, que invadem a todo o momento sua casa.
Através de sua janela, Bruno pôde ver o que lhe parecia uma enorme cerca de arame. Sobre a cerca havia longos rolos de arame farpado entrelaçados em espiral.
O que deve ser levado em consideração é a inovação do autor ao tratar de um assunto já muito debatido na sociedade. A ingenuidade de uma criança em contraste com o cenário de violência daquela época faz com que a trama ganhe um ar nvmaneira com a qual o autor
Com uma linguagem simples e fácil, é um livro que emociona pela dura realidade daquela época.
Bruno, um garoto de nove anos, é obrigado a deixar Berlim, junto com sua família, por conta do trabalho do pai, que era oficial do exército de Hitler, chamado “Fúria” no livro. Muda-se para um lugar isolado, exceto pelos companheiros de trabalho do pai, que invadem a todo o momento sua casa.
Através de sua janela, Bruno pôde ver o que lhe parecia uma enorme cerca de arame. Sobre a cerca havia longos rolos de arame farpado entrelaçados em espiral.
O que deve ser levado em consideração é a inovação do autor ao tratar de um assunto já muito debatido na sociedade. A ingenuidade de uma criança em contraste com o cenário de violência daquela época faz com que a trama ganhe um ar nvmaneira com a qual o autor
Com uma linguagem simples e fácil, é um livro que emociona pela dura realidade daquela época.
Trabalho de Produção de Texto/Prof. Dutra
Quando o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, a população não se conteve. Foi um dia de festa no Rio de Janeiro! Provavelmente, a agitação se deveu ao fato da grandeza de tal evento e das vantagens advindas dele. Mas, depois de ouvir a notícia algo me veio à mente: como se concentrar em construir estádios quando há tanta gente pobre em meio a esse cenário? Comparo essa situação com a política do “pão-e-circo”, só que sem o pão. O povo não terá acesso à grande parte dos benefícios recebidos, poderá, no máximo, assistir aos jogos (aqueles que tiverem uma televisão), mas ainda dormirá com fome. Não estou dizendo que sou contra o país ser sede de tal acontecimento, pelo contrário, fico feliz. Mas não podemos nos esquecer das mazelas que assolam o nosso país.
De volta à ativa!
Depois de muitos meses de repouso, o blog voltará a funcionar o mais breve possível, com novos trabalhos e textos produzidos.
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